Do Meu Diário: 22 de outubro, 2015

- Verdades Absolutas
(ou: 5 afirmações para tatuar no cérebro)

1. Podemos ser quem quisermos ser e realizarmos todos os sonhos que ousarmos sonhar. O passado, a culpa e o medo: nada disso é real. A única realidade é o futuro e o que você decide ser e pensar agora.

2. A tristeza, o medo e a ansiedade não permitem que enxerguemos o futuro, mas sempre - S. E. M. P. R. E. - há algo bom e bem maior esperando lá na frente. 

3. O mundo não é mau. Pessoas boas são discretas, por isso não as vimos com tanta freqüência.

4. Nada está perdido.

5. O amor conserta tudo.

capa do diário de outubro (Credeal)

Resenha | Vivian Contra o Apocalipse (ou "a melhor leitura do ano")


Antes de qualquer coisa, alguns esclarecimentos: Esse não é um livro herege, nem é um livro religioso. O apocalipse do livro NÃO é o apocalipse bíblico, Vivian não é uma garota má e se você também for uma boa pessoa, cristã ou ateia, nada nesse livro vai te incomodar.

Dito isto, declaro agora meu amor pela Agir Now, o novo selo do Grupo Ediouro Publicações, voltado ao público YA (jovem-adulto). Eles não poderiam ter escolhido um livro melhor para estrear esse selo, já que Vivian Contra o Apocalipse é o exemplo mais que perfeito do que é um bom livro YA.

Bom é insulto. A leitura é tão fluída e o texto tão bem escrito que se não reparamos no nome gringo na capa do livro, pensamos que ele foi escrito por um brasileiro (parabéns pela tradução, Flora Pinheiro!). Katie Coyle, com sua primeira obra literária, conseguiu criar um verdadeiro clássico do gênero YA, uma distopia tão próxima da realidade atual que chega a nos preocupar. 

Com uma capa linda dessas e um título com esse peso (considerando seriamente colocar Vivian como nome da minha primeira filha), o livro simplesmente não consegue passar desapercebido. Que diga o moço do ônibus que não aguentou ficar encarando a capa com o canto do olho e me pediu licença para perguntar sobre o que era a história. Edição impecável, impressão, formatação... tudo lindo!


Em um futuro não muito distante, num contexto de crise econômica, ataques terroristas, guerras e catástrofes climáticas, surge nos Estados Unidos a Igreja Americana, fundada por Beaton Frick, um pastor auto-intitulado profeta. Em O Livro de Fick, uma espécie de bíblia dos Crentes (nome dado aos fiéis da Igreja Americana) ele afirma ter recebido a visita de anjos que o incumbiram de espalhar a boa nova: o Senhor prefere os americanos e os receberá no Reino dos Céus quando chegar a hora.

Frick tem sua própria marca de roupas, alimentos, eletrodomésticos e canais de rádio e TV. Alegando perseguição religiosa, consegue em pouco tempo boicotar a imprensa nacional e espalhar aos quatro cantos sua previsão de que em 3 anos, todos os membros da igreja ascenderão ao Reino dos Céus, enquanto os descrentes permanecerão em agonia na Terra por 6 meses, até que venha o dia em que serão condenados ao fogo eterno.

Depois de um terremoto com várias mortes em Chicago, a explosão de uma bomba em um jogo do Yankes e a morte súbita de todas as abelhas do país, a população se convence de que o fim está próximo e acontece uma conversão em massa. A América se divide entre Crentes e Descrentes. Vivian de um lado, seus pais de outro.


Vivian Apple era uma garota comportada, que gostava de ser uma boa filha e tirar notas altas. Quando seus pais se converteram, pensaram que seria uma questão de tempo até que Vivian também se tornasse Crente, mas ela não conseguia acreditar. A pele bronzeada de Frick e seu sorriso perfeitamente branco, cheio de dentes, não ajudavam a tornar a ideia de um apocalipse próximo menos absurda.

Enquanto suas amigas adolescentes casavam e tinham filhos, Vivian encontrou na loucura de Harp, a vizinha que já fumava publicamente aos 12 anos de idade, mais sentido do que em toda aquela baboseira apocalíptica. Juntas, passavam boa parte do tempo rindo dos conselhos amorosos dados na revista teen da Igreja e fazendo coisas que adolescentes normais fazem. Adolescentes que não planejam ascender aos Céus em 3 anos.

Na véspera da data prevista para o arrebatamento, Harp resolve fazer uma festa em uma mansão abandonada. Bebida, música alta e um garoto de olhos azuis chamado Peter. Na manhã seguinte, Vivian volta para uma casa vazia. Depois de chamar pelos pais e não obter resposta, ela liga para o celular da mãe e ao seguir o toque, se depara com uma cenário surreal. Dois buracos no teto sobre a cama. Aparentemente, os pais de Vivian foram arrebatados alí mesmo.


O caos se instala no país. Os descrentes são perseguidos pelos crentes à espera da segunda barca. Casas são saqueadas, portas pichadas e pecadores assassinados. Vivian precisa descobrir a verdade. Se o mundo vai acabar em seis meses, ela quer descobrir tudo o que puder dentro desse tempo. Ao lado de Harp e Peter, o garoto que conheceram na festa do arrebatamento, ela cai na estrada em busca de respostas.

Tédio é uma coisa que você definitivamente não vai sentir ao ler Vivian Contra o Apocalipse! E embora a história tenha uma continuação, o final não deixa nada a desejar. NA-DA! O desfecho é genial, totalmente coerente e imprevisível! Li sem saber que existia um segundo livro e teria feito esta resenha exatamente com a mesma empolgação se só existisse o primeiro.

O lançamento da sequência, Vivian Versus America (ainda sem tradução em português), está previsto para o início de 2016. Já estou roendo as unhas de ansiedade!

Ficou com vontade de ler? Tem uma listinha super prática no site da Agir Now com todas as lojas que vendem o livro, tanto em formato físico quanto digital. É só clicar aqui

Semana que vem tem resenha de Depois dos Quinze, o primeiro romance da Bruna Vieira. Curta a página do blog e assine o feed de notícias (alí do lado) para ficar sabendo quando tem post novo. 

Beijinhos e até a próxima! 

Música | Você sabe o que é um EP?


No dia 21 de agosto de 2013, eu completava 22 anos. Às 12h10 do mesmo dia, no horário do meu nascimento, lançava meu primeiro EP, Coração de Vidro. Foi meu presente de aniversário para mim mesma. 

Na época, só meus pais e minha melhor amiga (beijos, Gabi!) sabiam que eu cantava, portanto as 7 faixas autorais que disponibilizei para download e streaming foram uma surpresa para muita gente.

Eu só divulguei o EP na timeline do meu Facebook, mas de alguma forma ele se espalhou por aí, e hoje minha página no SoundCloud conta com mais de 24.000 plays - vinte quatro mil pessoas que ouviram minhas músicas do começo ao fim!

Desde então, muita coisa mudou. Conheci pessoas, pessoas me conheceram; recebi propostas, recusei propostas; aprendi muito e descobri que ainda não sei nada.



No entanto, uma coisa continua igual. As pessoas ainda me mandam inbox perguntando: "mas o que é essa coisa de EP?".

Prestes a lançar meu segundo EP, 10.000 Borboletas, o primeiro gravado em estúdio, resolvi fazer este post, porque assim, quando me perguntarem de novo, é só mandar o link daqui. Porque gosto de ser útil.


Um EP (extended play) é uma gravação longa demais para ser considerada um single e curta demais para ser classificada como um álbum.

Um Single tem de uma a duas faixas; um EP, de 4 a 8 e um CD, 8 ou mais músicas. Esses números podem variar, considerando a liberdade artística do músico, mas é essa a definição convencional para os termos citados.

O Single, geralmente traz duas ou mais versões de uma mesma música, enquanto o EP é bem parecido com um CD, com menos músicas. Ele pode funcionar como:

        ⚫   Prévia do álbum que está por vir;
        ⚫   Ítem promocional enviado a críticos;
        ⚫   Lado B de um álbum.
 

No meu caso, tinha músicas suficientes para lançar um CD, mas não achava a qualidade da gravação boa o suficiente para ser comercializada - Coração de Vidro só me custou 80 reais!

10.000 Borboletas já saiu BEEEEM mais caro e é totalmente comercial. No entanto, ainda acho muito cedo para investir na produção de um CD. O estúdio cobra por música, por hora de trabalho e por músico envolvido. Assim, um EP sai mais em conta para mim que ainda estou começando. 

O Single do novo EP sai no início do ano e o videoclipe já está em fase de pré-produção. Assine a newsletter do blog e curta a página do Julietices no Facebook para saber a data exata do lançamento.

Espero que o post tenha sido esclarecedor e que a partir de agora, ninguém mais precise me perguntar o que é um EP. *sonha*

Beijinhos e até a próxima! 

ATUALIZAÇÃO 29/09/2015: Ontem, enquanto editava este post, chegou um e-mail da Tradiio na minha caixa de entrada dizendo que eu estava em 5º lugar no ranking nacional e tinha duas músicas ocupando respectivamente 1º e 4º lugar no gênero blues (oi?)! Eu fiquei tão afobada com a notícia que saí contando para todas as pessoas com quem convivo e acabei esquecendo de atualizar o post. Passei lá para conferir se eu continuava na mesma posição e adivinha? Subi para o 3º lugar! Tô em 3º lugar no ranking nacional do Tradiio!!! Print pra mostrar que não tô mentindo:


ATUALIZAÇÃO 12/10/2015: CHO-CA-DA! Incorruptível Transparência Visceral é 1º lugar no chart INTERNACIONAL de outubro no Tradiio!!! Obrigada a todos que doaram suas moedinhas virtuais para financiar minha música e aos que se deram ao trabalho de me procurar no FB para mandar mensagens fofas cheias de entusiasmo e carinho. Devo essa conquista a vocês! 


Quando você for amado completamente


Um pedaço de nós vai embora quando sofremos nossa primeira grande desilusão amorosa. Nossa vida passa a ser dividida em antes e depois daquilo e tudo o que fazemos a partir dali se resume a tentar recuperar o que perdemos ou nos tornarmos bons o suficiente para que o próximo objeto do nosso afeto não queira ir embora.

Entramos em uma paranoia de que só seremos aceitos quando alcançarmos a perfeição e, para isso, mudamos nossos corpos, nossos rostos e nossos princípios para que alguém, qualquer um, nos ame como precisamos ser amados.

Só que esse amor não serve.

Mesmo que você se torne tudo o que considera perfeito, se estiver com a pessoa errada, ainda não será o suficiente. Ou o contrário: talvez você se torne tudo o que o outro deseja, mas não consiga desfrutar do amor que recebe por não se sentir feliz com quem é.

E isso só vai acontecer quando você se aceitar com a mesma intensidade que deseja ser aceito. Com todos os seus defeitos e limitações.

Somos todos dignos de ser amados e se mais gente soubesse disso, talvez as desilusões amorosas não tivessem tanto poder a ponto de dividir a nossa vida em duas partes.

Todos temos defeitos. Você é suficiente porque não existe ninguém no mundo bom o bastante para dizer que não é.

Quando você for amado completamente, vai perceber que aquele pedaço que procurava, continua faltando. Não porque o amor da sua vida não te ama como nos filmes, nem porque seu coração foi quebrado tantas vezes que não funciona mais como antes (menos drama, amiguinho), mas porque esse vazio que sente só o seu amor próprio pode preencher.

Desejo que seja feliz, e que encontre o amor. Nessa ordem.

Beijinhos!

Entrevista com Ana Beatriz Brandão, autora de Sombra de Um Anjo e Caçadores de Almas

    

Antes de mostrar a entrevista que gravei com a Ana na Bienal, dois fatos sobre essas selfies:

1) Quando a entrevista acabou e sugeri que tirássemos uma foto, a Ana pegou o celular e fez essa carinha fofa que você pode ver na primeira foto. Eu, por outro lado, fiquei meio embabacada quando percebi que ELA ia tirar uma foto NOSSA no celular DELA. Por isso saí com essa cara de "mãe, tô na Globo!";

2) Na segunda foto, pensei: "eba, a Ana viu que fiquei feia e tá me dando uma segunda chance!". Então, respirei fundo e decidi fazer uma cara de mistério, para combinar com os livros dela. Só que no ultimo milésimo de segundo, vi que ela abriu um sorrisão. E tentei abrir um sorrisão também, para acompanhá-la. Mas não rolou. E fiquei com cara de tarada. 

Então é isso. Tô desculpada?

Obrigada. Agora, sobre a entrevista:



Viajei para ficar no Rio dias 11, 12 e 13, mas houve um problema com minha passagem e tive que vir embora um dia antes. Entrevistei a Ana no meu ultimo dia de Bienal, e digo com toda a sinceridade do meu coração que a simpatia e boa vontade dela fizeram com que eu parasse de pensar no que estava perdendo indo embora mais cedo e me contentasse com o que tinha vivido naqueles dois dias mágicos.

Afinal de contas, não é todo dia que uma autora parceira do seu blog dá uma palestra na Bienal Internacional do Livro, não é mesmo? E também não é sempre que a Bruna Vieira elogia seu vestido e posta um vídeo do seu joelho ralado no Snapchat dela. Mas deixa esse assunto para o próximo vídeo que pretendo postar no canal até o fim da semana. 

Para saber mais sobre a Ana, os livros dela e a parceria com o blog, clique aqui. Curta a página do Julietices no Facebook e inscreva-se no canal para saber antes de todo mundo quando tem vídeo novo!

Beijinhos e até mais!